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O quadro atual da energia e Infraestrutura no Brasil

José Goldemberg é professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), foi presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e ministro de Ciência e Tecnologia.

A produção de eletricidade e a motorização dos transportes são dois elementos essenciais das sociedades modernas em que vivemos.  É preciso, portanto, garanti-los.  Isso exige grandes obras de infraestrutura, uma vez que a energia elétrica é produzida, em geral, em usinas hidrelétricas ou térmicas (que queimam carvão ou derivados de petróleo); o combustível para veículos motorizados é também, na quase totalidade, derivado de petróleo.

No setor de eletricidade, a origem dos problemas foi o abandono gradual, nas últimas décadas, da construção de reservatórios de água que garantissem a sua produção nas usinas hidrelétricas em anos de seca, que, aliás, se estão tornando mais frequentes.  Podem-se enumerar várias razões para tal, como a oposição dos ambientalistas, já que grandes reservatórios inundam áreas povoadas ou cobertas de florestas, criando problemas ambientais e sociais.  Isso pode ser verdade em países como a Índia, com densidade populacional elevada, mas não é o caso do Brasil.

Mesmo quando os impactos são significativos, como é o caso da Hidrelétrica de Belo Monte, é preciso comparar os custos ambientais e sociais decorrentes dos reservatórios com os benefícios, em geral muito maiores, para populações que vivem a milhares de quilômetros das áreas afetadas.

Além de hidrelétricas, a solução dos problemas de produção de eletricidade passa pelo aproveitamento de outras formas de energia abundantes no País.  O bagaço de cana, por exemplo, bem aproveitado, poderia gerar tanta eletricidade quanto a usina de Itaipu.  A energia eólica também poderia contribuir com outra Itaipu, mas os problemas de interligação das máquinas às redes de transmissão teriam de ser resolvidos – tem ocorrido, frequentemente, que parques eólicos já construídos fiquem ociosos por falta de linhas de transmissão.

Mais ainda, o amplo sistema de transmissão que integra a rede interligada nacional tem pontos falhos que precisariam ser reforçados para evitar os frequentes “apagões”, que se devem a acidentes, ou a erros humanos, ou à falta de manutenção.  Muitos “apagões” poderiam ser evitados com a introdução de redundâncias no sistema, algumas de custo elevado, mas que protegeriam a população dos sérios inconvenientes das interrupções no fornecimento de energia elétrica, que atinge de forma particularmente grave certas indústrias e hospitais.

Resolver esses problemas – o que está muito longe de ser impossível – exigirá mais planejamento e menos ideologia.  E abriria caminho para a produção da energia necessária para sustentar um novo ciclo de desenvolvimento no País.

José Goldemberg é professor emérito da Universidade de São Paulo (USP), foi presidente da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e ministro de Ciência e Tecnologia.

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